…continuando.
A segunda noite do Moda Insights 2010 começou com uma mesa temática intitulada Diferencial competitivo gaúcho. Juliana Laguna trouxe para o debate grandes nomes da moda gaúcha: Helen Rödel da Rödel LA, Antônio Torriani e Felipe Pedri da Vulgo.
Confira aqui a primeira parte deste post com Juliana Laguna trazendo cases de marcas e seus diferenciais competitivos.
Helen Rödel – Rödel LA
Juliana Laguna passou a palavra para Helen Rödel, gaúcha de Lajeado que iniciou contando sobre sua trajetória profissional e como conseguiu participar de semanas de moda e ser reconhecida internacionalmente, apesar de estar somente a 3 anos no mercado.
Helen Rödel
Helen Rödel criou seu label de moda Rödel LA em 2007, em parceria com o marido Guilherme Thofehrn. Ela conta que no início a única coisa que tinha eram 5 suéteres como produto, ela e uma amiga como modelo, o marido como fotógrafo e uma conta no Flickr onde eram divulgadas as peças que ela criava.

Juliana Laguna, Helen Rödel, Antônio Torriani e Felipe Pedri.
Uma das frases que eu mais adorei dela foi “os recursos podem ser limitados, mas isto não pode ser um fator limitante para a marca”. Com este pensamento, a garota, na época com 24 anos, resolveu apostar na força da internet para encurtar mundos e propôs à 5 meninas de 5 países diferentes que ela enviaria o produto dela e elas, em troca, deveriam enviar 3 fotos usando o a peça.

Uma das criações da Rödel LA
Esta idéia foi inovadora na época e chamou a atenção do mercado da moda. Para resumir a história, Helen nestes 3 anos de marca já participou do Fashion Week da Islândia, participou do desfile da 2nd Floor no último SP Fashion Week com acessórios de crochet, e também participou do desfile do Donna Fashion Iguatemi, aqui de Porto Alegre. É mole ou quer mais?

Acessório de crochet feito para o desfile da 2nd Floor
Vulgo
Os meninos da Vulgo contaram sobre sua trajetória e como, desde o início, o posicionamento da marca sempre foi uma das maiores preocupações. Juliana afirmou o fato e brincou dizendo que conhecia a Vulgo mais por suas estratégias de marketing do que propriamente pelas roupas.
A marca de roupas lifestyle, de Porto Alegre, foi criada em 2003 e aposta forte no marketing de guerrilha e em interações criativas pela cidade numa tentativa de despertar a curiosidade dos transeuntes.

Coleção Vulgo Outono/Inverno 2010
Obviamente que tais ações, que visam a divulgação da marca, caminham de mãos dadas com a identidade desta. Um exemplo disto foi quando a marca recebeu proposta de suas camisetas serem usadas em novelas globais! Ótimo, né? Não!! Segundo os criadores da Vulgo, o que mais interessava para a marca não era aparecer nas novelas, mas sim sendo usada pelos atores globais em seu dia a dia, mostrando para o grande público que eles, verdadeiramente, curtiam usar a marca. Isso é o mais bacana de tudo: a marca demonstra ter segurança de quem é e possui foco para onde quer chegar.

Depois de criarem uma identidade forte no mercado, pessoas que se identificavam com a marca começaram a propor parcerias espontâneas e isto é uma conquista que, estrategicamente falando, talvez dê muito mais retorno do que grandes campanhas dispendio$as de marketing podem trazer. Assim como disseram os meninos da Spirito Santo, em sua palestra do dia 10/05, o público percebe quando a empresa não é verdadeira (“Uma marca para se tornar realidade, tem que transmitir uma história de verdade”).
Confira abaixo um vídeo feito espontaneamente por um aluno da Perestroika retratando sua visão sobre a marca Vulgo. Nas filmagens, você não vê o produto da marca, mas percebe claramente o conceito dela, a qual gera a identificação do público.
Outra questão importante abordada nesta mesa temática, que eu não poderia deixar de trazer para meus leitores ávidos por tendências, é a questão do uso da internet. Em tempos em que “todo-mundo-quer-tirar-uma-ca$quinha-das-redes-sociais-e-da-mídia-digital”, os palestrantes da noite foram enfáticos: “A internet é uma ótima ferramenta para as marcas, pois iguala os grandes e pequenos, porém é necessário saber usar tal ferramenta conforme a identidade e essência da marca”.
É aquela história que a gente já conhece. Não adianta a empresa entrar no twitter/facebook/orkut e não colocar informações que condizem com a proposta da marca. Se a empresa não estiver disposta a se dedicar realmente a estas mídias e a este público sedento por novidades e interação, melhor nem entrar na brincadeira! Assim como lembrou Juliana Laguna, as empresas devem pensar na marca como uma pessoa, ou, em suas palavras “pensar na marca não mais como uma organização, mas sim como um organismo”!
Confira os comentários que fizemos online no @hjsoamanha sobre esta palestra.
Confira aqui a cobertura do blog It’s a Fashion Insight do Doug. Ele disponibilizou por lá alguns vídeos desta palestra.
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