Archive | Moda

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Confraria de Moda – Tendências, Moda, Beleza e afins.

Posted on 17 junho 2010 by Ciby

Ontem recebemos um email super fofo da Lu Glaeser (do @pensandoemmoda) sobre o encontro que ela está ajudando a organizar: o Confraria de Moda. Além dela, a idéia surgiu das amigas Dani (@fashiondaniela), Fabrícia (@gavetinhadeluxo) e da It(@itguels).

O objetivo do encontro é o de estender aquelas conversas gostosas sobre moda, tendências, dicas de beleza, estilo e afins que começam na internet e ficam limitadas a este meio digital. Para melhorar ainda mais, haverá sorteio de brindes e um workshop de estilo com Dani Esteves.

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O evento é gratuito e quem é de São Paulo não pode perder esta. Para saber como participar acesse o site da Confraria de Moda.

Ah sim, e depois me contem como foi o encontro, pois como somos do Sul, não vai rolar de ir.

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Fashion Business Tech – Tendências do Comércio de Moda

Posted on 31 maio 2010 by Ciby

Aliando moda a tecnologia (outra das minhas duplas preferidas) o Fashion Business Tech, ocorrido de 18 a 21 de maio, no Rio de Janeiro, trouxe as principais tendências de serviços, equipamentos e tecnologia voltados ao comércio de moda. Na feira foram também incluídas novidades apresentadas em Nova York, em janeiro, durante a maior feira de varejo do mundo, a National Retail Federation.

Provador com Trilha Sonora Especial
A empresa Gomus, que trabalha com Music Branding,  apresentou na feira uma etiqueta musical que, conforme a roupa que o cliente experimenta dentro do provador, aciona uma trilha musical especialmente para aquela peça de roupa.  A música proporciona uma experiência única que leva o cliente à atmosfera em que usará tal roupa. Por exemplo, se provar um biquíni, a etiqueta faz tocar uma música de praia; se você provar uma camisa mais rock n’roll, é este estilo de música que você ouvirá no provador.

etiqueta musicalCréditos da Imagem: blog da Gomus


Cabine Virtual
A agência digital A Bendita, mostrou uma ferramenta que iniciou-se em um projeto com a grife Maria Filó. A Bendita é especializada em desenvolver sites e, fazendo uso da tecnologia de realidade aumentada, proporcionou que as pessoas experimentassem a coleção da Maria Filó através de uma cabine virtual no próprio site.
Como isso funciona? Através da impressão do código de realidade aumentada, posicionamento do mesmo na frente do corpo, acionamento da webcam, o usuário consegue visualizar as peças de roupa na sua frente, como se as estivesse realmente vestindo.
Mário Cavalcanti, do blog Bling Media, esteve no stand da A Bendita e conta como funciona esta tecnologia apresentada pela agência.

Estamparia Digital
Uma das novidades mais visitada na feira foi a estamparia digital da empresa Pano Digital que mostrou, de um modo tecnologicamente simples, como a visualização de milhares de estampas podem ser feitas através da projeção de imagens em alta definição em um tecido branco. Apesar destas inovações tecnológicas apresentarem-se, inicialmente, mais caras do que o modo convencional, elas compensam pois facilitam a logística (você tem acesso à milhares de estampas, sem precisar “carregar” milhares de tecidos); é uma tecnologia amiga da natureza pois evita os impactos gerados pelo processo produtivo de tecidos estampados e possibilita um acervo infinito de estampas e a criação de novas estampas pelo cliente.

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Créditos da Imagem: Globo Vídeos

Manequins Reais
Você procura manequins mais realísticos, que exportem a beleza brasileira ou que representem melhor sua marca, adequando de maneira mais eficaz o projeto de marketing ao conceito de sua loja? Pois essa é a proposta da Expor Manequins, através do projeto E-models, apresentado na Fashion Business Tech. Através do escaneamento tridimensional, modelos reais, como Camila Trindade, são transformadas em perfeitos manequins.

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Curso Cool Hunting no Studo Mob

Posted on 25 maio 2010 by Ciby

Você é uma pessoa que gosta de estar sempre por dentro das tendências? Então chega mais que esta novidade é para ti.

A Studo mob está oferecendo um curso super bacana que visa criar ferramentas para a detecção de tendências de moda, comportamento e consumo. Através da análise de aspectos sociais e culturais, você conseguirá elaborar ferramentas para a identificação e direcionamento de novas tendências.

O curso será dado por  Juliana Zanettini. Ela é mestranda em Design pela Universidade Anhembi Morumbi e especialista em Marketing de Moda. Também é formada em Moda pela Universidade de Caxias do Sul e pelo SENAI em parceria com o Instituto Europeu di Design. É consultora do portal USEFASHION para os segmentos de jeanswear e beachwear.

Onde? Café do Porto – Padre Chagas

Quanto? R$280,00 à vista ou 2x R$150,00

Quando? 27,28,29 e 31 de Maio

Maiores informações: http://www.studomob.blogspot.com/

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Reflexões sobre Identidade da Marca e Fashion Branding

Posted on 17 maio 2010 by Ciby

Fazer a cobertura do Moda Insights 2010 foi realmente gratificante para mim. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a questão do cuidado com a marca. Não sou entendida no ramo da moda, e também não tenho tal pretensão,  apesar do blog ter uma categoria só sobre “tendências de moda”. Mas acredito que algumas lições aprendidas no Moda Insights  possam ser aplicadas não só para as MARCAS DE MODA, mas sim para qualquer marca/empresa/negócio/empreendimento que queira, de fato, ser reconhecida no mercado.

Todos os palestrantes, de um jeito ou de outro, quando falaram sobre sua trajetória profissional (ou trajetória da marca a qual representavam) enfatizaram o cuidado com a identidade da marca. Muitas vezes, no âmago de produzir, de vender a qualquer custo, de tentar todos os recursos publicitários disponíveis, as empresas perdem sua essência. Algumas, infelizmente, nunca construíram essência nenhuma. São empresas que, simplesmente, não sabem para que público o seu produto é destinado ou quais são os valores deste público.

Numa época em que as ofertas de produtos são imensuráveis e tais produtos diferem muito pouco um dos outros, as marcas precisam construir uma imagem única e relevante ao seu público. O próprio nome já explica o seu objetivo: a marca deve ficar marcada na cabeça da galera.

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Quem não conhece estas marcas?

E, assim como desejamos que o cliente/público nos seja fiel, a marca também deve ser  fiel a este. Lembram do case #Marisa que a Juliana Laguna apresentou na sua palestra? (*se não lembra, clica aqui) Naquela situação, percebemos claramente que a empresa não foi fiel ao seu público feminino. A busca por uma mídia diferenciada, a qual chamasse a atenção do público transeunte, acabou sendo direcionada para um público (leia-se homens) que não era o público da Marisa.

Estou bastante reflexiva sobre este assunto porque, além das palestras lá na Feevale, esta semana também conversei sobre isto com a Maína Prates do Paralelo Pop. Ela, que é publicitária e especialista em marketing (de moda, inclusive!), está ministrando o curso Fashion Branding: marca e vinculo, que trata  sobre esta necessidade urgente do mercado brasileiro em se reconhecer e de criar vínculos com o público, porque, nas palavras dela “consumidores de moda consomem pela emoção da marca!”.

Pena que ela mora lááááá em Salvador.  Se fosse aqui no Sul eu ia, viu Maína? ;-) De qualquer  forma eu vou divulgar aqui embaixo o curso porque acho super válido o debate e a expansão deste tipo de conhecimento.

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O quê? Curso Fashion Branding: marca e vínculo.

Quando? 20 e 21 de maio.

Carga Horária: 08h

O que vai te acrescentar na vida?
O curso tem como objetivo discutir os processos de construção de uma marca através da criação de uma imagem única e diferenciada para atrair a atenção do seu consumidor. A comunicação integrada da marca é a chave para que a mesma tenha seus valores reconhecidos pelo seu consumidor potencial e sua manutenção é o segredo e para criar a uma identidade no mercado e segmentação e retenção de clientes que se identifiquem com esses valores.

Valor: R$80,00

Onde? Universidade Salvador – Prédio de Aulas 9 Av. Luís Viana 3100. Paralela Salvador – Bahia.

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12/05 – Moda Insights – Maxitex

Posted on 17 maio 2010 by Ciby

No último dia de Moda Insights 2010 eu me senti em casa. Isto porque a primeira palestra, intitulada Diferencial de desenvolvimento de produtos ecossustentáveis, foi com a empresa Maxitex, que tem o seu diferencial na produção ecologicamente sustentável. Como sou formada na área ambiental, o que ele me falou não foi novidade, mas nem por isso deixou de ser muito interessante.

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Robson Luhl, responsável pelo marketing da empresa, iniciou contanto a trajetória da Maxitex, a qual, há 16 anos atrás, começou suas atividades na área têxtil tradicional, mas com a entrada do mercado externo, foram obrigados a tomar uma decisão: baixar o preço do produto ou criar um produto inovador. Considerando que a empresa, segundo Robson, sempre primou pelos processos de produção limpa, inserir este conceito também no produto principal era somente uma questão de organização!

Foi a partir da necessidade de dar a volta por cima, que a empresa resolveu criar o primeiro fio 100% ecológico do país, produzido a partir da reciclagem de garrafas PET. As garrafas, retiradas das ruas e rios, são transformadas em fios têxteis através de um processo físico, sem adição de produtos químicos (nem corantes!) nem água. A cor da garrafa PET é preservada, conferindo um fio de cor exclusiva.

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Transformando lixo em moda. (Créditos da foto:damodafeevale)

Robson explica que este fio é mais caro que os tradicionais e que no início a empresa não conseguia vender o mesmo para as tecelagens, devido ao alto valor agregado. Depois de ouvir inúmeros “não”, a Maxitex resolveu criar o próprio tecido e fazer sua própria confecção. À medida que as vendas do produto ecológico iam aumentando, surgia também a demanda por fios/tecido coloridos (e não só a cor proporcionada pela matéria prima – PET).  Mas a adição de corantes, para conferir as cores desejadas pelo mercado, ia contra o princípio e a identidade da empresa. Como resolver o problema?

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Blusão de fio 100% PET. O verde claro é proveniente da cor original da garrafa PET.

Mais uma vez, a criatividade, aliada à boa vontade dos gestores, é um fator determinante para o sucesso de uma marca. A empresa resolveu este problema fazendo parceria com grandes malharias de Santa Catarina para utilizarem as sobras de malhas coloridas (resto de algodão que anteriormente iria parar em lixões ou aterrados em aterros sanitários). Estas sobras de malha eram transformadas em fibras, depois em fios e depois misturadas ao fio de PET, para juntos formarem outro tecido, desta vez com uma cor nova. Atualmente, a empresa possui uma cartela com 27 cores e tons diferentes.

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Robson mostrando a cartela com 27 tons e  cores do fio ecológico. (Créditos da foto:damodafeevale)

Fatos interessantes:

- A empresa fez parceria com a ADUANA, para produzirem um terno feito com fio ecológico.

- A CONVERSE usou o tecido 100% PET da Maxitex para produzir um tênis.

- O pouco resíduo (constituído por fibras) gerado pelo processo produtivo é doado à artesãs de Porto Alegre que, através de projetos sociais, fabricam edredons, gerando trabalho e renda (*mais sobre este projeto no vídeo abaixo).

- Há 3 anos atrás a empresa vendia o fio às tecelagens, mas agora não o vendem pois as tecelagens costumavam misturar o fio ao algodão para produção de confecções. Estes produtos – que não eram 100% ecológicos – acabavam sendo vendidos como se fossem. Para evitar a “falsa propaganda verde” (=greenwash) a comercialização do fio não é mais feita.


No vídeo abaixo você confere como é feito o fio 100% PET e outras curiosidades:

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11/05 – Moda Insights 2010 – DASPU

Posted on 13 maio 2010 by Ciby

Para encerrar a segunda noite do Moda Insights 2010, Gabriela Leite, da DASPU, proferiu uma palestra sobre  A criação de uma ONG que virou uma sacada de marketing. Inicialmente, Gabriela começou a conversa de maneira muito tímida, mas a timidez logo foi substituída por uma descontração que encantou à todos que estavam assistindo à palestra.

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Gabriela Leite

Com muito humor e carisma, Gabriela contou que a marca foi criada em 2005 quando prostitutas do RJ, ligadas à ONG Davida, pensavam em uma forma de gerar recursos para os projetos da ONG.

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Decidiram então criar uma grife de roupas, porque, segundo as palavras de Gabriela, “confecção de roupas é coisa de pobre” (hahaha). O nome, DASPU, escolhido para a nova grife, gerou muita polêmica na época, e a luxuosa DASLU ameaçou entrar na justiça alegando que a semelhança entre os nomes causaria prejuízos à empresa. Confusões à parte, o nome DASPU seguiu firme e forte, alheio aos preconceitos de uma sociedade hipócrita que é a nossa “querida-sociedade-brasileira”!

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Desfile da Daspu para sua coleção 2010: “Da farofa ao caviar”

A tal confusão com a DASLU pôde ser interpretada, fosse o objetivo ou não, como uma grande sacada de marketing. Isto porque quanto mais a tal grife luxuosa reclamava da DASPU, mais esta ficava conhecida na mídia nacional e internacional. Logo a grife das prostitutas alcançava espaço e atingia a ilustre venda de 22 mil exemplares de uma camiseta com dizeres irônicos: “Somos más. Podemos ser piores!”. Aliás, a ironia é presença constante no DNA da marca.

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Esta camiseta é campeã de vendas da grife Daspu

Bem, quanto à trajetória de sucesso que a marca vem construindo, acredito que todos nós conhecemos um pouco, né? Eu, particularmente, as conheci através da sua participação na novela Caminho das Índias, na Globo. Enfim, o mais importante foi que a lição que pude tirar do papo descontraído de Gabriela é o de que somente no dia em que acabarem-se os preconceitos, nossa sociedade será melhor!

Ah, sim, e a outra grande lição é que o bom humor, a ironia, a criatividade quando não se tem recursos algum, a ousadia e a coragem, são ingredientes essenciais para a consolidação de uma marca (e estou me referindo aqui não só à DASPU, mas também às marcas Spirito Santo, Neon, Rödel LA e Vulgo que nos ensinaram muito nestes dias de Moda Insights 2010).

Confira os comentários que fizemos online no @hjsoamanha sobre esta palestra.

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11/05 – Moda Insights 2010 – Juliana Laguna + Helen Rödel + Vulgo

Posted on 13 maio 2010 by Ciby

…continuando.

A segunda noite do Moda Insights 2010 começou com uma mesa temática  intitulada Diferencial competitivo gaúcho. Juliana Laguna trouxe para o debate grandes nomes da moda gaúcha: Helen Rödel da Rödel LA, Antônio Torriani e Felipe Pedri da Vulgo.

Confira aqui a primeira parte deste post com Juliana Laguna trazendo cases de marcas e seus diferenciais competitivos.

Helen Rödel – Rödel LA

Juliana Laguna passou a palavra para Helen Rödel, gaúcha de Lajeado que iniciou contando sobre sua trajetória profissional e como conseguiu participar de semanas de moda e ser reconhecida internacionalmente, apesar de estar somente a 3 anos no mercado.

image Helen Rödel

Helen Rödel criou seu label de moda Rödel LA em 2007, em parceria com o marido Guilherme Thofehrn. Ela conta que no início a única coisa que tinha eram 5 suéteres como produto, ela e uma amiga como modelo, o marido como fotógrafo e uma conta no Flickr onde eram divulgadas as peças que ela criava.

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Juliana Laguna, Helen Rödel, Antônio Torriani e Felipe Pedri.

Uma das frases que eu mais adorei dela foi “os recursos podem ser limitados, mas isto não pode ser um fator limitante para a marca”. Com este pensamento, a garota, na época com 24 anos, resolveu apostar na força da internet para encurtar mundos e propôs à 5 meninas de 5 países diferentes que ela enviaria o produto dela e elas, em troca, deveriam enviar 3 fotos usando o a peça.

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Uma das criações da Rödel LA

Esta idéia foi inovadora na época e chamou a atenção do mercado da moda. Para resumir a história, Helen nestes 3 anos de marca já participou do Fashion Week da Islândia, participou do desfile da 2nd Floor no último SP Fashion Week com acessórios de crochet, e também participou do desfile do Donna Fashion Iguatemi, aqui de Porto Alegre. É mole ou quer mais?

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Acessório de crochet feito para o desfile da 2nd Floor

Vulgo

Os meninos da Vulgo contaram sobre sua trajetória e como, desde o início, o posicionamento da marca sempre foi uma das maiores preocupações. Juliana afirmou o fato e brincou dizendo que conhecia a Vulgo mais por suas estratégias de marketing do que propriamente pelas roupas.

A marca de roupas lifestyle, de Porto Alegre, foi criada em 2003 e aposta forte no marketing de guerrilha e em interações criativas pela cidade numa tentativa de despertar a curiosidade dos transeuntes.

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Coleção Vulgo Outono/Inverno 2010

Obviamente que tais ações, que visam a divulgação da marca, caminham de mãos dadas com a identidade desta. Um exemplo disto  foi quando a marca recebeu proposta de suas camisetas serem usadas em novelas globais! Ótimo, né? Não!! Segundo os criadores da Vulgo, o que mais interessava para a marca não era aparecer nas novelas, mas sim sendo usada pelos atores globais em seu dia a dia, mostrando para o grande público que eles, verdadeiramente, curtiam usar a marca. Isso é o mais bacana de tudo: a marca demonstra ter segurança de quem é e possui foco para onde quer chegar.

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Depois de criarem uma identidade forte no mercado, pessoas que se identificavam com a marca começaram a propor parcerias espontâneas e isto é uma conquista que, estrategicamente falando, talvez dê muito mais retorno do que grandes campanhas dispendio$as de marketing podem trazer. Assim como disseram os meninos da Spirito Santo, em sua palestra do dia 10/05, o público percebe quando a empresa não é verdadeira (“Uma marca para se tornar realidade, tem que transmitir uma história de verdade”).

Confira abaixo um vídeo feito espontaneamente por um aluno da Perestroika retratando sua visão sobre a marca Vulgo. Nas filmagens, você não vê o produto da marca, mas percebe claramente o conceito dela, a qual gera a identificação do público.

Outra questão importante abordada nesta mesa temática, que eu não poderia deixar de trazer para meus leitores ávidos por tendências, é a questão do uso da internet. Em tempos em que “todo-mundo-quer-tirar-uma-ca$quinha-das-redes-sociais-e-da-mídia-digital”, os palestrantes da noite foram enfáticos: “A internet é uma ótima ferramenta para as marcas, pois iguala os grandes e pequenos, porém é necessário saber usar tal ferramenta conforme a identidade e essência da marca”.

É aquela história que a gente já conhece. Não adianta a empresa entrar no twitter/facebook/orkut e não colocar informações que condizem com a proposta da marca. Se a empresa não estiver disposta a se dedicar realmente a estas mídias e a este público sedento por novidades e interação, melhor nem entrar na brincadeira! Assim como lembrou Juliana Laguna, as empresas devem pensar na marca como uma pessoa, ou, em suas palavras “pensar na marca não mais como uma organização, mas sim como um organismo”!

Confira os comentários que fizemos online no @hjsoamanha sobre esta palestra.


Confira aqui a cobertura do blog It’s a Fashion Insight do Doug. Ele disponibilizou por lá alguns vídeos desta palestra.

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11/05 – Moda Insights 2010 – Juliana Laguna

Posted on 12 maio 2010 by Ciby

A segunda noite do Moda Insights 2010 começou com uma mesa temática muito especial. Juliana Laguna trouxe para o bate papo grandes nomes da moda gaúcha: Helen Rödel da Rödel LA, Antônio Torriani e Felipe Pedri da Vulgo.

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A proposta do debate era o de falar sobre o Diferencial competitivo gaúcho. Juliana iniciou a conversa falando sobre a importância da vantagem competitiva e do quanto é preocupante a falta de identidade própria de algumas marcas (muitas vezes, de marcas que já estão há anos no mercado!!). Ela enfatizou que hoje é extremamente necessário que as empresas  consigam identificar sua real essência e que priorizem um pensamento estratégico de suas marcas.

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Juliana Laguna, Helen Rödel, Antônio Torriani e Felipe Pedri.

Juliana trouxe alguns cases de marketing para ilustrar sua principal preocupação de que as marcas tem que buscar sua identidade e passar esta essência para o consumidor. Confira abaixo os cases:


Case 1: Marisa (#fail)

Eu, particularmente, quando vi o vídeo desta ação de marketing na hora achei super legal a ideia da empresa em utilizar o fator “curiosidade humana” para informar que estaria abrindo uma loja só de lingeries. Mas Ju Laguna nos mostrou outro ponto de vista muito mais interessante: uma vez que a identidade e o slogan da marca é “De Mulher para Mulher”, a proposta de mostrar mulheres semi-nuas construindo uma obra e sendo alvo de um público voyeur e muitas vezes masculino destoa da proposta inicial da marca literal “de-mulher-para-mulher”. O público feminino até achou graça do vídeo mas quem curtiu mesmo o vídeo foram os homens.


Case 2: Hermès

A marca de luxo, conhecida por sua tradição desde 1837, resolveu inovar e desmentir a impressão de que seu público alvo é direcionado apenas para pessoas mais velhas. Mas como mudar uma impressão incrustrada por 173 anos?? Fácil, com idéias simples e sem esquecer da verdadeira identidade da marca, a Hermés montou um espaço em São Paulo, na Praça do Sol, que fica na Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado) e convidou alunos e outros convidados para inventarem diversas formas de usar o lenço da Hermés. Estas pessoas foram depois fotografadas com suas respectivas “invenções” e agora fazem parte de uma exposição no Shopping Cidade Jardim. O envolvimento criativo com um dos acessórios mais famosos da marca é uma interação muito rica e que cativa o público jovem, que é um público ávido por interagir com as marcas.

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Estudante da Faap sendo fotografada no evento da Hermés.


Case 3: Farm

Outro case de sucesso trazido por Ju Laguna foi a Farm, que, segundo ela, não oferece produtos muito diferentes dos que já estão no mercado, mas aposta forte na identificação da marca e em como ela é vista pelo seu consumidor. Sendo mais objetivo, a Farm é uma empresa que soube aproveitar a interatividade da web 2.0 para estar sempre em contato com seu público através de um blog atualizado com dicas sobre beleza, viagem, moda, tendências, etc; através do twitter atuante e através de outras redes sociais. Ou seja, a marca soube encontrar uma linguagem coerente para falar com o público desejado e isso é saber usar o diferencial competitivo.

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Case 4: Lojas Renner

Outro case de sucesso discutido nesta noite foi o das Lojas Renner que, eu bem me lembro, há alguns anos funcionava como um varejão vendendo roupas de cama, mesa, banho, cds, vestuário, etc. Atualmente, a empresa possui outro posicionamento no mercado. Tal posicionamento é visível até mesmo nas últimas edições da Revista Renner que, além de mostrar as coleções e roupas que estão sendo vendidas nas lojas, mostra também o conceito, a identidade da marca, com a colaboração de blogueiras conceituadas no cenário de moda nacional.

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Apesar da mesa temática ser sobre o cenário gaúcho, Juliana trouxe cases de empresas que  não eram todas gaúchas.Mas isto foi importante porque, como ela mesmo disse, um dos principais problemas das marcas gaúchas é o de fazer moda só para gaúchos. O ideal seria que estas empresas tivessem suas marcas entendidas e absorvidas também pelos outros estados ou até mesmo por outros países. Concluindo, neste caso o bairrismo é um fator que atrapalha o sucesso destes empreendimentos.

…continua

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10/05 – Moda Insights 2010 – Marca NEON

Posted on 11 maio 2010 by Ciby

Ontem aconteceu a primeira noite de palestras e debates do Moda Insights 2010, ocorrido na Feevale. O clima frio e chuvoso não espantou uma platéia que lotou o Salão de Atos do prédio Lilás da faculdade.

A noite iniciou com a palestra dos irmãos Mentz da Spirito Santo e encerrou com a trajetória da marca Neon, de autoria de Dudu Bertholini e Rita Comparato. Confira abaixo o que rolou de mais interessante na primeira noite do Moda Insights 2010!

Palestra: Trajetória da Marca.

Por NEON – Dudu Bertholini e Rita Comparato

Dudu Bertholini iniciou a palestra contando como sua amizade com Rita Comparato (iniciada nos anos da faculdade) foi relevante para a criação da Neon. J.R. Duran convidou o stylist Dudu para assinar um editorial de moda e o amigo convidou Rita para criar dois maiôs exclusivos.

Depois desse trabalho, resolveram criar outros collants exclusivos, de maneira artesanal. Para enfocar o fator “exclusividade” lutaram muito para conseguir criar uma estampa exclusiva para lycra (coisa que até então ninguém fazia). Foi aí que a marca NEON efetivamente nasceu!

image Na foto do telão está a primeira estampa exclusiva criada para a marca.

O nome da marca NEON, segundo afirmou Dudu, significa algo iluminado, acesso, curto e simples, assim como é o trabalho que fazem. A essência da marca é proporcionar o “cruzamento da cidade com a praia”.

Dudu, muito falante, foi nos apresentando todas as coleções e desfiles que a Neon já lançou no mercado brasileiro, e a cada coleção ele enfatizava o esforço que sempre fizeram para que o negócio fosse rentável (e não apenas peças bonitas na arara) e desse certo. Um exemplo dessa batalha foi quando Rita insistiu para que os fornecedores conseguissem estampar em lã, para uma de suas coleções de inverno.

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O know-how da dupla à frente da Neon, serviu para que a cada coleção eles tivessem a segurança de que as peças criadas refletiam exatamente o desejo deles, sem se importarem com críticas ou elogios de pessoas que nem sempre entendiam o que eles haviam criado realmente.

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Um dos pontos fortes desta palestra foram as dicas, por assim dizer, que Dudu dava para muitos dos jovens estudantes de moda que estavam assistindo à palestra. Anotei alguns dessas frases que mais me tocaram:

“O mais interessante na nossa história foi começar sem muito recursos disponíveis, mas nem por isso deixar de dar o primeiro passo e acreditar que o negócio vai dar certo.”

“O estilo de uma pessoa é muito mais interessante do que a moda por si só. O estilo é a moda com alma.”

“Fazer algo novo ao mesmo tempo em que faz algo fiel ao seu próprio estilo é o grande desafio de quem trabalha com moda.”

“Numa criação, ninguém, além de você mesmo, pode realmente entender o que você estava pensando quando criou tal peça. Então não se abale com críticas e elogios, pois o mais importante é ter a segurança do seu trabalho e do que você tinha em mente quando criou aquele trabalho.”

“A formação na área de moda te desperta para o que você realmente quer fazer e te dá as ferramentas para te tornar um bom profissional. A faculdade te abre muitas portas, mas a faculdade por si própria não te torna um bom profissional. Você tem que correr atrás.”

Não perca os comentários que fizemos online no @hjsoamanha sobre esta palestra.

______________________________________

Hoje tem palestra às 19h com “Juliana Laguna, Helen Rödel e Vulgo” e às 20h30 com Gabriela Leite da DASPU !! #ModaInsights

Cobertura Online do evento através do @hjsoamanha

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10/05 – Moda Insights 2010 – Spirito Santo

Posted on 11 maio 2010 by Ciby

Ontem aconteceu a primeira noite de palestras e debates do Moda Insights 2010, ocorrido na Feevale. O clima frio e chuvoso não espantou uma platéia que lotou o Salão de Atos do prédio Lilás da faculdade.

A noite iniciou com a palestra dos irmãos Mentz da Spirito Santo e encerrou com a trajetória da marca Neon, de autoria de Dudu Bertholini e Rita Comparato. Confira abaixo o que rolou de mais interessante na primeira noite do Moda Insights 2010! #VemComigo

Palestra: Diferencial de varejo no segmento masculino.

Por Andreas Renner Mentz e Frederico Renner Mentz.

Andreas iniciou a palestra contando como a Spirito Santo foi criada e como a busca por um produto que gostassem de vestir, mas que não existia no mercado, foi o grande motivador para tal criação. Andreas, que é o responsável pela parte comercial da Spirito Santo, explicou que para uma marca se tornar realidade é necessário que ela traduza uma história verdadeira.

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Andreas iniciou o ciclo de debates do Moda Insights 2010.

A marca, que atualmente conta com 3 lojas próprias e 50 lojas multimarcas, foi ousada  ao trazer para o público masculino gaúcho (considerado conservador no quesito moda) um conceito novo na história da alfaiataria.

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“Para uma marca se tornar realidade é necessário que ela traduza uma história verdadeira.”

Conceito este que possui referências fortes no universo musical, já que Frederico (responsável pela parte de produto) é um  apaixonado por música e super antenado nas expressões artísticas de todo o mundo.

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Frederico e Andreas com o pessoal da Cachorro Grande no último desfile da Spirito Santo.

E foram estas referências que Fred nos mostrou  em cada uma das coleções lançadas pela Spirito Santo. Para conferir um pouco mais sobre as coleções e desfiles da marca clique aqui.

O objetivo da Spirito Santo sempre foi o de buscar o diferente naquilo em que todo mundo só enxerga o igual. Com este princípio, a idéia de aplicar silks e estampas nas costas de paletós nos remete à uma idéia de transgressão e rebeldia  para com aquela alfaiataria sisuda do tempo de nossos pais e avós! Mas esta rebeldia não deve-se entender por uma moda underground. Pelo contrário, o conceito da marca é o de ser rebelde mas ser ao mesmo tempo elegante.

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Frederico e Andreas Renner Mentz à frente da Spirito Santo

A rebeldia, neste caso, está mais ligada ao conceito de ser despojado, ser descolado e de criar uma alfaiataria com alma. Sem esquecer, é claro, que a música é presença constante no DNA da marca…because “Rock’n Roll is a fine Art!” (frase de Lobão, referindo-se à marca dos irmãos Mentz).

Não perca os comentários que fizemos online no @hjsoamanha sobre esta palestra.

E confira a cobertura da Palestra Trajetória da Marca ministrada por Dudu Bertholini e Rita Comparato no próximo post…

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